Na leveza da madrugada

Não sei se deve ao silêncio, ou a falsa ilusão de tranquilidade, a noite me traz uma leveza de pensamentos ao mesmo tempo uma soma de ideias que me fazem querer passar horas escrevendo sobre qualquer coisa, desde as minhas crises internas a morte da bezerra.

Se eu já tivesse escrito tudo que já me passou pela cabeça quando encostada ao travesseiro na tentativa quase que frustada de dormir, certamente eu estaria em outro ramo e seria [talvez, bem talvez] mais uma dessas escritoras que vendem best sellers espalhadas por aí, ou teria um ou dois livros em alguma banca de revista com aquelas histórias bem água com açúcar que muita gente gosta, mas fingi que não para parecer mais inteligente, mais cult – povo sem graça.

Ou talvez uma baita noveleira, sim, novelas, uma boa trama mexicana, daquelas onde a mocinha sofre que contando a história ao carroceiro até o burro chora ou talvez não, talvez uma mocinha daquelas bem desbocadas que não abaixam a cabeça pra ninguém.

Tantos diálogos na minha cabeça, tantas cenas de filme, tantos beijos de novela das seis que foram substituídos pelo sono que chegou, foram substituídos pela vida que tá lá fora, a vida real, menos romântica, confesso, mas muito mais excitante pelo simples fato de não haver escolha de fala, local ou personagem, é ali, é na lata e ponto final.

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